ter. abr 23rd, 2024

Estudo sugere que modelo de financiamento é atraente para quem está prestes a se casar e jovens que querem sair da casa dos pais

Em um cenário de juros altos e de contração do crédito, muitos brasileiros têm recorrido a outras modalidades para fazer financiamentos. Mais especificamente uma delas, aliás: os tão procurados consórcios, em que um grupo adquire um bem – geralmente de alto valor, como imóveis ou veículos – e divide o montante da compra entre as pessoas envolvidas.

Para se ter uma ideia, dados do Google coletados e analisados pela fintech de empréstimos  FinanZero mostram que as buscas online pela palavra-chave “consorcio casa” aumentaram cerca de 100% entre junho de 2022 e o mesmo mês deste ano.

O crescimento do interesse, de toda forma, não se restringiu aos consórcios imobiliários. Isso porque, no intervalo de um ano, as pesquisas relacionando o tema à busca por um automóvel também tiveram um aumento significativo de 36,2%. É uma taxa maior do que a das buscas por motocicletas, por exemplo, que foi de apenas 2,6% do ano anterior para cá.

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São números que ilustram, de fato, o que tem acontecido na prática: segundo o relatório da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), tal mercado movimentou quase R$ 90 bilhões nos quatro primeiros meses do ano – uma alta de 20,5% na comparação com o mesmo período de 2022.

Para o diretor de operações da fintech, Rodrigo Cezaretto, os dados mostram o interesse das pessoas pelo modelo não tradicional de compra que o consórcio pode possibilitar.

“No consórcio, uma administradora reúne as pessoas interessadas em comprar o bem, determina um prazo e o valor das parcelas que serão pagas pelos participantes e organiza os sorteios das cartas de crédito. Quando isso acontece, o contemplado usa o recurso para fazer a aquisição à vista”, explica ele. “É uma alternativa muito interessante para quem tem menos urgência em comprar o bem, como pessoas que estão se planejando agora para comprar a casa própria daqui alguns anos”, destaca Cezaretto.

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Quem tem solicitado consórcios no Brasil em 2023?

De forma similar ao perfil de quem realiza pedidos de empréstimos à FinanZero, parte dos solicitantes de consórcio à fintech nos cinco primeiros meses do ano não é celetista (54%), mas homens e mulheres com negócios próprios ou vínculos trabalhistas mais flexíveis.

Se o primeiro dado não causa tanta surpresa, o que chama atenção é que a maior parcela (75%) é constituída por pessoas solteiras – o que, para Rodrigo Cezaretto, explica a própria busca por consórcios de imóveis no Google. “São pessoas que estão planejando o casamento ou saindo da casa dos pais e, para isso, querem avançar na direção da aquisição de uma casa ou de um apartamento”, analisa.

Isso reaparece ainda no fato de mais de 80% dos consórcios solicitados envolverem montantes acima de R$12 mil e, principalmente, na faixa etária dos solicitantes: cerca de um terço deles estão abaixo dos 25 anos. “É uma faceta que o sistema deve levar em conta na hora de criar produtos financeiros como os consórcios”, finaliza ele.

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Sobre a FinanZero

Fundada em 2016 visando facilitar a busca por empréstimo online, a FinanZero é um correspondente bancário online. A partir do perfil do cliente, a fintech busca por empréstimos com instituições financeiras parceiras e envia propostas pré-aprovadas para ajudar na comparação de melhores condições de crédito.