qui. dez 1st, 2022

Lentidão motora, rigidez nas articulações e os tremores nas mãos são alguns dos sintomas clássicos de quem é diagnosticado com a Doença de Parkinson. Pensando na qualidade de vida das pessoas que convivem com a doença, uma pesquisa brasileira estudou uma combinação de tratamentos que resultou em conclusões positivas.

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Um grupo de pesquisadores brasileiros do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) avaliou os efeitos do exercício aeróbico combinado com a estimulação transcraniana por corrente contínua em pacientes com a Doença de Parkinson. Após análise e algumas sessões de estudos, eles comprovaram que a combinação de tratamentos potencializou e melhorou o andar dos pacientes. Sendo que os efeitos positivos foram imediatos na variabilidade da marcha, na velocidade de processamento e no controle executivo do andar das pessoas que participaram do estudo.  O artigo com os resultados foi publicado na revista científica Neurorehabilitation & Neural Repair.

A Dra. Vanessa Holanda, diretora de comunicação da Sociedade de Neurocirurgia (SBN), ao comentar o estudo, destaca que: “A notícia pode trazer alguma esperança para pacientes e familiares que convivem com a Doença de Parkinson, uma vez que a otimização dos benefícios dos exercícios físicos com o uso da neuromodulação pode trazer uma melhora para a marcha dos pacientes”.

Como funciona a neuromodulação?

A estimulação transcraniana é um procedimento não-invasivo realizado através de eletrodos que são ligados a um aparelho portátil e movido a bateria. Os eletrodos aplicam uma corrente elétrica sobre o escalpo, criando um circuito elétrico que atravessa o cérebro.

“A corrente elétrica é muito baixa, suficiente apenas para estimular os neurônios, gerando potencial de ação, o que potencializa os efeitos do exercício realizado pelos pacientes, provocando uma melhora imediata no caminhar”, explica a neurocirurgiã.

Além do tremor das mãos

O Mal de Parkinson está entre as mais frequentes doenças neurológicas degenerativas e progressivas. Esta doença se torna cada vez mais incapacitante conforme vai avançando, fazendo com que seja difícil realizar as atividades diárias. A maioria dos sintomas do Mal de Parkinson envolvem a capacidade de controlar seus movimentos.

“Embora o Mal de Parkinson seja uma doença que ainda não tem cura, a ciência não mede esforços para que a qualidade de vida das pessoas que recebem o diagnóstico seja o melhor possível. Os neurocientistas, e aí se incluem vários colegas neurologistas e neurocirurgiões, estão constantemente trabalhando para ajudar essas pessoas, criando modos de melhorar o seu  caminhar e evitar quedas, ajudando para que esses pacientes continuem a produzir e mantenham as suas atividades familiares e sociais”, finaliza a médica.

SOBRE A SBN

Sociedade Brasileira de Neurocirurgia 
– A SBN é uma associação de médicos que exercem a especialidade de Neurocirurgia no Brasil. Fundada há 63 anos, em 1957, tem aproximadamente 3000 sócios, sendo a terceira maior do mundo na especialidade. Sua missão é garantir o progresso da Neurocirurgia, por meio do incentivo ao aprimoramento da formação do neurocirurgião brasileiro, do monitoramento da prática profissional e da representação dos interesses dos neurocirurgiões. Mantém atividades regulares e ininterruptas no treinamento, ensino e formação do médico especialista em Neurocirurgia, seguindo protocolos e padrões que a colocam entre as melhores do mundo, conforme reconhece a WFNS – World Federation of Neurosurgical Societies. Site: www.portalsbn.org / Instagram @sbn.neurocirurgia