qui. dez 1st, 2022
O que são startups e como funcionam

Startup é um termo usado para classificar novas empresas que disponibilizam produtos inovadores. Normalmente, esses negócios estão associados a soluções técnicas que buscam atender a determinadas necessidades do mercado. 

Embora enfrentaram um início mais incerto e arriscado, as startups costumam ter sucesso e podem ser uma referência para o trabalho que realizam. Por exemplo, esse é o caso de empresas como Netflix, Uber e Nubank.

O modelo de startup serve de inspiração até para as empresas convencionais de prestação de serviço, como empresas de terceirização de TI, advocacia entre outros setores. 

As startups são um modelo de negócio que domina e muda completamente o mercado, criando  formas de lidar com os funcionários e o público e satisfazer as necessidades dos consumidores de formas inovadoras. Startups são inovação e muito mais. Saber o que é uma startup pode mudar a maneira como o empreendedorismo é visto por você.

O que são as startups?

O conceito de startup trata-se de uma empresa em estágio inicial, com planos de negócios inovadores e grande potencial para crescer. Podem atuar em qualquer região ou qualquer tipo de mercado, e costumam utilizar a tecnologia como base para colocar em prática suas operações.

O termo “startup” se originou no famoso Vale do Silício, uma área da Califórnia que possui especialização na alta tecnologia e inovação. Elas ficaram famosas principalmente durante a “bolha ponto com”, a popularidade da Internet no final da década de 1990 estimulou o nascimento de muitas “empresas.com”.

Essa situação também tem contribuído para o fluxo massivo de empresas ligadas à Internet na Bolsa de Valores, fato que chama a atenção dos investidores. Muitos deles têm alcançado resultados surpreendentes com investimentos em ações nesta área.

Como as startups funcionam?

Para ter o entendimento completo do que são as startups, você precisa entender como funciona uma startup. Cada empresa deste tipo opera nestas três direções:

Inovação

A inovação é a condição básica para que uma empresa seja classificada com uma startup. É o que as startups fazem para fornecer produtos, serviços e até experiências que atendam às necessidades dos clientes de forma criativa, pode até criar novos nichos de mercado por meio de suas práticas.

Como vivemos em um ambiente altamente interconectado, muitas das startups optam por usar a tecnologia para trazer inovação à forma como fazem negócios. Porém, isso não é uma prática obrigatória, sim, algumas startups não contam com tecnologia para inovar.

Repetível e escalável

As startups precisam apresentar negócios, produtos ou serviços que podem ser repetidos e escaláveis ​​para alcançar estabilidade e crescimento mais rápido. Portanto, soluções inovadoras que geram startups devem ser fáceis de replicar e crescer em escala. 

Isso significa que todos os produtos ou serviços dos consumidores devem ser iguais, ou semelhantes, com pouca ou nenhuma possibilidade de customização, o que torna as startups com funcionamento mais caro e difícil.

Quando os negócios são operados em um modelo repetível e escalável, seu custo de manutenção é menor e, conforme o negócio cresce, o custo operacional não tende a crescer muito. As empresas iniciantes precisam de produtos repetíveis e escaláveis ​​para obter um crescimento mais rápido.

Flexibilidade

O setor “repetível e escalável” garante estabilidade, mas requer espaço para flexibilidade nas startups. Ser criativo na hora de criar uma empresa não é o suficiente, porém, também na gestão de uma empresa, é preciso ter criatividade e estar disposto a aceitar as mudanças todos os dias.

A flexibilidade inclui a modificação de processos internos, respondendo rapidamente aos desafios de marketing, ajustando o trabalho e os serviços de acordo com as necessidades do mercado e testando constantemente novas formas de agradar e fidelizar os consumidores.

Um exemplo de usar flexibilidade na hora certa pode ser encontrado no PayPal, uma startup que pretende ser uma carteira digital em um smartphone, mas passou a ser usada por consumidores para transferir fundos em negociações e decidiu mudar seu foco de atuação.

Quais são os tipos de startups?

Agora que você entende o que são as startup e como elas funcionam, é hora de entender melhor cada tipo. Basicamente, essa classificação considera para quem a startup cria as suas soluções.

B2B (Business to Business)

Uma startup B2B — no português, para operações comerciais — fornece produtos e serviços a outras empresas. Portanto, todas as transações são conduzidas entre pessoas jurídicas.

Este modelo startup é o mais rápido, bem como o modelo com vendas e receitas maiores. Um grande desafio para startups B2B é definir o produto ou serviço e o público-alvo no início de suas operações.

B2C (Business to Consumer)

Uma empresa startup B2C – no português: negócio para consumidor — lida diretamente com o público. É o modelo mais comum e existe em lojas de varejo e em grande parte dos e-commerces.

As startups do tipo B2C precisam investir muito dinheiro em marketing para a conquista e fidelização de clientes, observar tendências, estreitar o relacionamento entre os canais de comunicação e estar sempre atentos às mudanças de mercado e gostos dos consumidores.

B2B2C (Business to Business to Consumer)

As startups B2B2C, negócio para consumidor, atuam como intermediárias entre a empresa e o consumidor final. Este é um modelo de negócios relativamente novo, muito comum nos ambientes virtuais.

Um exemplo bem definido de uma startup B2B2C é o marketplace, ou grandes sites de vendas como Walmart e Dafiti, que preenchem a lacuna entre os consumidores e outras empresas que fazem a venda e a entrega de produtos. 

O marketplace não tem estoque ou controle em relação ao produto, mas, devido ao seu tamanho, dá visibilidade às pequenas empresas que realmente vendem o produto no modelo físico.

Quando as empresas desse tipo deixam de ser startups?

Ainda hoje, as startups são frequentemente consideradas empresas de garagem, com poucos funcionários e estruturas organizacionais caóticas. No entanto, isso nem sempre é a representação da realidade. 

Alguns empreendedores e estudiosos da área definem que quando as startups atingem o break even, em outras palavras, financeiramente estável, quando a receita ultrapassa os custos e a organização começa a ter lucro, ela deixa de ser uma empresa startup.

No entanto, algumas empresas que ultrapassaram o ponto de equilíbrio e têm 200 funcionários ainda são classificadas como startups. Outras, optam por não ser mais consideradas uma startup por acreditarem que essa classificação reduzirá a credibilidade da empresa.

Existem dois motivos pelos quais uma startup não é mais uma startup:

  • No momento em que seu modelo de negócios não é mais do tipo escalável;
  • No momento em que a empresa não se reconhece como uma startup.