qua. fev 21st, 2024

Entenda melhor o papel desses profissionais tão elementares no cuidado com a saúde das pessoas

A medicina é uma das profissões mais antigas existentes em nosso mundo e também uma das mais nobres, visto que seu objetivo é cuidar da saúde – o bem mais valioso que qualquer pessoa pode ter.

Quem não é da área e ainda está ingressando nos estudos ou mesmo está recebendo um atendimento médico em um hospital, por exemplo, pode ficar em dúvida sobre qual é a atuação do médico e do chamado residente em medicina

Na verdade, a diferença entre um e outro está na formação – enquanto um já está preparado para atender pacientes com mais liberdade, o outro ainda precisa de supervisão. Saiba mais sobre esse assunto a seguir.

Entendendo um pouco mais sobre o curso de Medicina

Antes de falar da diferença entre médico e residente, é interessante entender o funcionamento básico do curso de Medicina aqui no Brasil. De modo geral, ele se encontra no ranking de graduações mais concorridas e, independentemente da instituição ser pública ou privada, sua duração média é de seis anos.

Ao longo desse período, o estudante vai se deparar com vários aspectos do funcionamento do organismo humano, tanto do ponto de vista teórico quanto prático. Nos últimos dois anos de estudos, a parte prática fica ainda mais forte com o chamado Internato, uma espécie de estágio obrigatório do curso.

Nesse período, o aluno terá contato direto com as cinco principais áreas da saúde: clínica médica, ginecologia e obstetrícia, medicina da família e comunidade, pediatria e cirurgia geral. Só depois de realizar o internato e com a carga horária completa, que o estudante poderá, enfim, se formar como médico.

A profissão médica também está entre as melhores no quesito remuneração. De acordo com informações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), sistema do Ministério da Economia, um médico recém-formado ganha em média R$7.500,00.

Médico x Residente

Em termos mais simples, o médico é o profissional que finalizou o curso de medicina e tem em sua posse o seu registro de classe, o chamado CRM (sigla que faz referência ao Conselho Regional de Medicina). Dessa forma, ele poderá atuar como médico generalista.

Já o residente nada mais é do que um médico formado e com CRM que optou por fazer uma espécie de pós-graduação para conseguir se especializar em uma das diversas áreas da medicina. Essa especialização pode durar de dois até seis anos, a depender da área escolhida.

O ingresso na residência acontece por meio de um processo seletivo que engloba prova teórica e prática, bem como avaliação do currículo do profissional, mas o método escolhido dependerá da instituição de ensino. O residente tem direito a uma bolsa-auxílio no valor de R$ 4.106,09 e sua carga horária é de 60 h semanais.

O que faz um médico residente?

Por se tratar de uma especialização médica, a residência é um período de grande aprendizado para o profissional e que, ao mesmo tempo, exige muita dedicação e comprometimento, até porque a maior parte do estudo acontece de maneira prática em hospitais e clínicas.

O objetivo é que o residente consiga colocar em prática tudo aquilo que foi aprendido durante a graduação, com ênfase na área escolhida. Geriatria, ortopedia, cirurgia, neurologia, psiquiatria, nutrição, endocrinologia, ginecologia, urologia, cardiologia e clínica médica são algumas das diversas especializações existentes.

A atuação do médico residente inclui a realização de atendimentos clínicos e em plantões, bem como o acompanhamento de pacientes internados. O diferencial aqui é que esse trabalho é feito sob a supervisão de médicos devidamente especializados na área escolhida pelo residente.